A Libertação de uma Crença Limitadora

04-04-2021


Nem a propósito calharia uma reflexão em domingo de ressurreição e libertação de Jesus da própria morte como sendo levada à contemplação de amor em nós e por nós, adicionado à quadratura da Lua em estado minguante no grau 14 em Capricórnio com o Sol em Carneiro, pelo simples facto do nosso livre arbítrio ser levado a outros níveis de consciência.

Numa jogada de dados saiu Nodo Sul em Carneiro na casa 12, o que leva a viagens ao passado para resgatar feridas que precisam de libertação e cura. O segredo é as tornar conscientes para deixar ir e nos muda de perceção, contudo não muda a personalidade. A espiritualizarão da casa 12 nos mostra todo um caminho de aprisionamentos a crenças que não nos deixam avançar. Trago hoje uma reflexão simples com base em observações presenciais e diálogos honestos.

Acreditar que só se será feliz quando se é dada a razão por um qualquer assunto.

Muitos de nós sentiram por diversas vezes a humilhação e inferiorizarão logo na infância vinda de um adulto ou outra criança, família direta ou não. O certo é a sensação deixada de inferioridade fazia nos sentir diferentes e isso causava incomodo.

Certamente quando havia algo que outros nos davam razão o normal seria sentir uma sensação de arrepio do ego que nos fazia sentia bem, como se fossemos pessoas de verdade. Naquele momento éramos alguém e isso nos elevava o ego, ou até a alma, ou mesmo as duas.

Ego e alma parece não fazer sentido em separado, afinal fazem parte do mesmo ser. E daí pode partir uma crença limitadora, pois há momentos como o exemplo dado em que a mente e o coração podem estar em sintonia.

No entanto, o desafio lançado é a escolha de consciencialização. Essa procura incessante de ter razão, não parece ser a principal fonte de felicidade e parece muito irrelevante para ser um propósito. Há a distinção entre defender a sua verdade e buscar a razão a todo o custo. A primeira é a sua verdade sem importar buscar algo mais e a outra é a busca para voltar à sensação de preenchimento do ego e a tentação de olhar ao depois de modo a que essa sensação permaneça.

Esse referido olhar ao depois é um comportamento muito típico da mente egoica, ou seja, o olhar constante no depois significa que se perde permanentemente não só o depois propriamente dito como também o presente enquanto que se vive em busca de algo que acaba por se perder no próprio foco, para além de não permitir a evolução de consciência em amor por nós por naturalmente se viver dependente em expectativas e ilusões que mais tarde ou mais cedo a desilusão vem tomar conta de nós.

Terá que se dar inicio a um novo ciclo, aliás, esse passou a ser obrigado a entrar e participar pelo simples fato de tomar consciência no objetivo pretendido estar afastado da realidade vivenciada ou mesmo se é esse o propósito. Não importa a intenção, a mudança já aconteceu.

Seja como for o momento presente se torna mais intenso, pois está assente em presença fortificada e tomada como sendo tudo, realmente tudo o que se tem e nada mais.

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