A União de Júpiter e Neptuno

21-08-2021

No próximo ano 2022, mais concretamente em Abril ocorre a conjunção entre Júpiter e Neptuno, um reencontro após 13 anos separados e em Peixes que ocorre a cada dois séculos, portanto será um evento raro no nosso céu. Terá o seu expoente máximo a 12 de Abril, no grau 23, com o Sol em Carneiro ainda a fazer trígono com a Lua crescente a sair de Leão.

Tal como referi noutras reflexões, Peixes é aquele signo com dois caminhos bem distintos, um deles, mais transcendental, que leva à libertação e elevação do ser, já o outro caminho é praticamente o oposto, onde há mais aprisionamento que envolve repetição de ciclos, isto é, mais aprendizado. De qualquer forma estes caminhos dependem unicamente de nós mesmos, da consciência do nosso nível de consciência já despertada.

Neptuno e Jupiter em Peixes é uma conjunção única nesta nossa vida e nos dá uma energia poderosa e muito expansiva do ponto de vista espiritual. É a energia pura do amor que está sempre connosco e deste evento há um boost de adrenalina que leva a outros níveis, de tal forma que nem os mais cépticos ficarão indiferentes.

Quando Jupiter se junta a Neptuno o micro passa a macro e a quebra de ciclos, as mudanças, o receber o novo torna-se em algo bem mais profundo.

Mediante dados científicos e teorias experimentais o passado, presente e futuro andam em simultâneo, portanto a nível pessoal o quebrar de ciclos engloba toda a energia universal multidimensional e consciente deste prisma simultâneo de acontecimentos.

Cada ser pode fazê-lo, pode dar um ponto final, pode quebrar todos os ciclos que considerar, ou porque não dizer sentir necessários, desde que parta da consciência de tudo o que aprendeu até aqui seja para se tornar num ser de amor incondicional que no fundo já o é, sempre o foi e sempre o será.

O amor pessoal, o sentimento em si e todo o patamar não comprovado cientificamente, até agora se deduz, teoricamente, como aquilo que atravessa todas as dimensões possíveis de existir. Por agora a teoria só nos poderá afirmar que o amor existe, já que nada nos diz não ser possível que não exista. Tal é que faz do amor algo completamente desapegado à matéria e à não matéria.

Deste amor tão pleno e puro foi nos dada oportunidade de ter o nosso lar neste sistema solar, neste momento presente, de aprender, de evoluir, de seguir com a nossa busca pessoal de autoconhecimento. Existem outros milhentos sistemas por esse universo a fora e vários tipos de habitantes que também passam por ciclos, que também estão a aprender e a evoluir e, inclusive podem se questionar sobre a maldade do seu mundo.

Acaba por não ser muito diferente daqui pois não? A bondade e a maldade andam muito de mãos dadas e alvo de muitas interrogações e interpretações, o bom de um é o mau de outro e aí por diante.

Daí que convido a refletir no seguinte: quando uma estrela morre, ou um sistema binário de estrelas entra em colapso, que transformações radicais sofrem os planetas que dependiam dessa luz? E dos seus habitantes? Poder-se-à dizer se existe maldade aqui? Curiosamente, as cores de luzes decorrentes após esses fenómenos, conhecidas por nebulosas, são muito apreciadas pelos amantes dos céus pela sua beleza estonteante, contudo não estamos certos do que pode ter acontecido aos seus habitantes, do que podem ter sofrido em consequência, não sabemos nada sobre a fauna e flora desses planetas que dependiam da energia da sua estrela mãe que se foi, ou seja, o que é belo para nós foi o fim para outros.

No entanto, acredite-se ou não, faz tudo parte deste caminho do amor, as transformações são necessárias, tudo morre e renasce, o velho cai para o novo surgir e dar outras condições para a evolução como seres divinos.

Em modo conclusão e intencionalmente referente à visão micro, esta conjunção Júpiter e Neptuno pode dar um novo impulso de conhecimento global e social, certas mudanças tem reacções aparentemente melhores para uns do que para outros e, certamente devo voltar a lembrar que o amor é livre e está cá dentro de nós e sempre pronto para uma mais íntima relação de autoconhecimento.

Mesmo aos mais despertos e conscientes do seu mundo reforço que a história pessoal continuará até ao último dia no corpo que nasceram e haverá sempre mais a aprender e evoluir, haverão mais eventos a repetirem-se para isso mesmo.

Aos mais cépticos é constantemente dada a oportunidade de não serem mais dominados pelo medo às mudanças, de olhar mais para dentro de vós, de quebrarem o orgulho ferido, é tempo de descobrirem que são seres de amor puro, é tempo de agradecem à nossa estrela mãe por existir e dar a vida que tem neste momento presente.


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