Os caminhos movediços de 2022

21-12-2021

O ano civil começa, pelo menos o desta era, sempre no topo da montanha, num lugar que se adequa perfeitamente a olharmos ao caminho tenebroso feito até então e tomar a sábia decisão de deixar para trás o tenebroso. Deixando algo para trás abre espaço para novos caminhos que começam com a descida dessa montanha.

Assim é a passagem de ano nesta era aqui situada em Capricórnio, regido por Saturno, o senhor do tempo.

Numa fase de organização, de serviço e de trabalhar na terra, assim assina Virgem que busca, na sua perfeição se libertar para para algo novo e transcendental. Numa era onde se convida a debater o que deve sair do inconsciente, de todo um passado ancestral, o que buscava afinal, com que finalidade e se tal fazia sentido dentro de cada um.

O novo ano convida a vestir a regência de Venus, em Capricórnio e em fase retrógrada, convida ao amor, à justiça, a analisar a liberdade interior e a observar como se o relacionamento com o nosso semelhante fosse precisamente o nosso espelho. E de facto o é, sem excepção.

Nesta descida da montanha, observamos o quanto é profunda e inexplorada de dons, de capacidades e de sabedoria, é onde teremos que saber abordar o sentir do que precisa sair do nosso inconsciente, onde é preciso travar duras batalhas contra as ilusões criadas e o que causaram de fato, é onde é preciso aprender como sair, como ir para a nossa verdade particular e de observar como ela faz parte de um todo. Assim pode refletir um espelho.

Já na subida se encontram outros caminhos, por entre encostas à escolha de quem os quiser seguir e todos eles vão dar a terrenos férteis para criar algo novo, algo libertador, algo que se empenha pelo simples fato de surgir uma dúvida.

Novas questões se levantam, novas buscas pela verdade recomeçam, se orientam com bases reforçadas de conhecimento consciente, de novo se criam vários outros caminhos da verdade que conduzem ao topo da montanha. E lá está o ano novo em Capricórnio. A roleta russa do senhor do tempo faz destes ciclos parecerem ser repetidos, no entanto, olhando de novo para trás veremos se o caminho teve de algo de tenebroso.

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