Quando se sente que é hora de meditar

Em tempos de Júpiter e Neptuno a navegar nas águas piscinianas é de valorizar o tempo de reflexão e o modo que se faz. Uns por meros minutos concentrados na respiração, outros abrem cartas, orixás e, no meu caso os dados astrológicos.
A aproximar-se a conjunção dos astros em Peixes, e sendo a única vez que acontece na nossa existência, os momentos de reflexão estão no auge maximizado pelo chacra da coroa e que naturalmente leva ao aumento dos níveis de consciência e de autoconhecimento sobre quem somos em toda a existência do Universo.
Há poucos dias senti que devia abrir os meus dados astrológicos, um feeling instintivo que dou cada vez mais valor, pois sinto como que um chamado a refletir sobre mim, sobre o meio envolvente e sobre Deus. Como se naquele momento o resultado do lançamento dos dados me chamasse a procurar dentro de mim o processo que estes estão a convidar-me a fazer.
Saiu Mercúrio em Peixes na casa 10. Basicamente o processo da mente na transcendência da estrutura social.
Lembrei de pessoas do passado e do presente, aquelas que tive e tenho respeito e admiração, no que confiei e confio e o que já aprendi com isto, nomeadamente o que deixou de fazer sentido, dos sentires que essas pessoas demonstravam de formas tão variadas eram tão somente um reflexo dos meus próprios que também estava a sentir. Em modo de observação presencial, reparo como os caminhos a seguir são tão diferenciados de acordo com as escolhas que se fazem. Nada estará errado se for para seguir o caminho da verdade individual, mais lento ou rápido será provável o destino ser idêntico entre todos.
Numa visão mais alargada, uma das grandes questões do Universo é sobre de onde viemos e para onde vamos. Do que se sabe, o pouco e quase nada comprovado como verdade absoluta, é que houve um evento tão explosivo que ainda se reflete nos dias de hoje, ao qual passaram-se quase 14 bilhões de anos em velocidade da luz (a maior velocidade descoberta até hoje, que pelas leis da física nada anda mais rápido) até ao momento presente. No entanto menos ainda se sabe para onde tudo isto vai parar, desde a nossa estrela terminar o seu ciclo de vida e a galáxia Andromeda colidir com a Via Láctea acabam por ser micro exemplos da dimensão colossal do Universo onde vivemos.
Das poucas certezas que temos ao qual se vive diariamente é que o nosso Big Bang pessoal e coletivo veio do nascimento, curiosamente chamado de dar à luz, que se vive num corpo até este morrer, num espaço de tempo tão limitado que nem é suficiente para o nascimento de uma estrela.
Assim atrevo-me a dizer o mesmo em relação ao próprio Universo, do pouco que se sabe e quase nada comprovado. Haverá algo tão mais grandioso, cujo próprio nascimento poderá levar mais tempo do que o ciclo de vida do Universo em si?
