Tem vezes que é confuso…

18-07-2023

Numa mistura de mudanças energéticas causada pela transição do Nodo Lunar, juntando ao quase encontro perfeito dos eternos amantes Vénus e Marte eis que me debato com um misto de emoções confusas que me diz deixa fluir.

Muito me ocorre em pensamentos e poucas vezes em palavras que definem e acompanham com exatidão os mesmos.

Existe um tal de instinto de sobrevivência que coloca uma determinada troca de energia em sobressalto.

Imagine-se só a fazer, a agir e até a pensar determinados actos por uma causa comum determinante para manter a sobrevivência e até o próprio caminho da felicidade em causa. E esse mesmo instinto consciencializar que, para o perseguir, tem em seu encalço o que não lhe trás a felicidade desejada mas não deixa de ser um meio susceptível para as realizações que a jornada pessoal requer para viver mais um dia.

Um nodo lunar nos diz que é necessário a luz e sombra, o consciente e inconsciente, o masculino e o feminino, o passado e o futuro energéticos para percorrer o caminho da felicidade, como que se um não existisse sem o outro, que tal tem aprendizados com impactos aparentemente tão grandes que nos muda radicalmente de perspectiva em menos de um segundo.

E tudo isso a fazer parte de um caminho tão misterioso quanto a própria morte.

Confesso ter a minha própria noção de caminho da felicidade, não fosse a experiência pessoal tornada consciente em vários níveis de evolução pessoal, acompanhada claro do que não está consciente, mas aí não a vejo como uma derrota, mas como algo que faz parte do caminho.

Vejamos como uma acesa discussão… as duas partes querem ter razão a todo o custo. "O que eu passei não se compara com o que tu passaste"… quem nunca??? O que não se vê na altura é algo tão peculiar, ensinado inclusive na catequese a quem teve essa educação, a cruz que se carrega é personalizada e não há duas iguais, há sim uma excelente oportunidade de aprendizado evolutivo numa discussão, desde que um tal de ego avariado não interfira e, se tantas vezes interfere, digamos que não tem quase ninguém cuja personalidade egóica não intervém na intenção de percorrer o caminho da felicidade, e, tal como referi, o caminho da felicidade tem a luz e as sombras a acompanhar constantemente essa caminhada pessoal.

Num ponto de vista do quase beijo perfeito de Vénus e Marte, um encontro com a alma gémea que a maioria persegue como parte integrante do caminho da felicidade, existem igualmente muitas estrelas que brilham durante longos milénios, mesmo durante toda a sua existência, sem nunca se cruzar e fundir em um sistema binário de elevadas ondas gravitacionais, e nem por isso deixam de brilhar e emitir o seu poder energético nem por um segundo e até ao fim do seu tempo.

Somos assim tão diferentes? Afinal as componentes químicas e físicas de uma estrela também existem dentro de nós. O mesmo brilho existe dentro do nosso corpo, todos temos hidrogénio, hélio, entre outras componentes que compõe uma estrela que vemos no céu e, de tão perto até a nossa anã Sol que promove a nossa densidade existencial de modo físico. E mesmo do nosso próprio Sol não se prevê a junção de outra estrela criando um sistema binário e sim a junção de todas as estrelas de toda uma galáxia, provavelmente, ou não, compostas pelas mesmas componentes que compõem o nosso corpo físico.

Daí que discutir sobre o que tem mais razão acaba por ser tão egocentricamente minúsculo perto de tudo o que se tem em comum e, de certo modo, somos até as nossas próprias almas gémeas a percorrer o caminho da felicidade com a luz e sombras que lhe compõem.


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